Trem da vida

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Ah, o amor!…Outro dia escutei uma frase numa novela, um casal de antigos amantes se encontra e começa a lembrar do passado, questionar porque não ficaram juntos, porque não deu certo, etc, até que algum deles diz: “agora não dá mais, o trem já passou”, daí o outro ainda tentava argumentar, mas não teve jeito.

Fiquei pensando na situação e em como às vezes tentamos resgatar casos antigos, emoções que já se perderam, novidades que nunca mais serão novidades. Percebi que cada uma dessas coisas não é exatamente “o trem” passando, mas sim vagões desse trem que carregam cada momento da nossa vida. Em um vagão a lembrança da perda da virgindade, em outro a festa de formatura na faculdade, noutro vagão o primeiro carro, o primeiro apartamento, aquele reveillon inesquecível na praia, as lentilhas embaixo da mesa, a festa de casamento, a gravidez, o primeiro filho…enfim, os vagões vão passando, sendo preenchidos e a gente vai vivendo com quem estiver ao nosso lado, e geralmente está ao nosso lado quem escolhemos para andar com a gente, certo?

O casal da novela até que poderia arriscar ficar junto depois de tudo isso, vale para vida real também, mas precisariam estar dispostos e cientes que vagões preenchidos e ocupados jamais poderão ser visitados novamente, é uma emoção única, que não se repete. Se tiverem amor verdadeiro, coragem e desprendimento para tentar zerar os ponteiros até que dá para encarar, caso contrário, é melhor admitir que o trem de fato já passou, pois ele não pára nunca.

Good vibrations!

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Abraços!

Demonstração pública de afeto

Se não me falha a memória, no perfil do orkut existia uma pergunta sobre coisas que a pessoa admira no namorado(a), etc, e entre elas havia a resposta pronta: “demonstrações públicas de afeto”. E por várias vezes eu pude ver essa opção escolhida na página de alguns amigos, basicamente as mulheres.

Eu concordo até a página 2, ou seja, demonstrações discretas de afeto são sempre muito bem vindas, nos dão a sensação de segurança no relacionamento, a idéia de que somos os donos do pedaço ao lado do nosso amor e que não há espaço para intrusos, portanto, se estou com quem gosto em um local público, um beijinho, um carinho ou um cafuné vão sempre muito bem.

Mas se tem uma coisa que eu não suporto são aqueles casais sem noção, que escolhem exatamente os tais locais públicos para trocarem os beijos mais ardentes, a esfregação mais despudorada, preste ao ato em si, sem o menor índice de “semancol”, pois acham que isso deve ser a tal “demonstração pública de afeto”, e ninguém tem nada a ver com isso, não é mesmo? Que coisa mais feia!

Talvez eu esteja ficando velho, mas me corrijam se eu estiver errado. Eu adoro fazer um carinho e receber também, e lá na intimidade cada um de nós descobre o seu ritmo, o seu jeito certo de fazer as coisas, mas se alguém estiver esperando de mim uma pegação em público do tipo carnaval em Salvador, sinto muito, por favor, dirija-se ao próximo guichê.