23 de dezembro de 2009

Já sei que é clichê, mas mais uma vez o ano passou voando, tudo acelerado demais, tudo em alta velocidade, nem deu tempo de concluir alguns projetos ou de começar outros, vai ficar tudo para o próximo calendário, inclusive o meu e o seu regime, a nossa academia e etc.

Quero aproveitar para agradecer aos amigos virtuais que sempre visitam esse pequeno espaço chamado Blog do Sall, agradecer aos que comentaram em algum momento os textos, àqueles que estão mais próximos e às vezes aparecem nas rodas de samba por onde eu canto, à todos que de vez em quando dão o ar da graça. Quero que todos se sintam abraçados de forma carinhosa, pois é assim que deve ser com aqueles que gostamos, e de vocês eu gosto, pronto!

Vou ficar de folga por uns dias, deixar o mundo virtual de lado um pouco, tentar ficar o maior tempo possível off line para viver a vida real. Quero pisar na areia, andar de pés descalços e também de chinelo, abraçar pessoas queridas, contar e ouvir piadas, bobagens, conversas jogadas fora, quero tomar uma ou outra cerveja, relaxar, ficar de papo pro ar, enfim, quero me divertir um bocadinho pra poder voltar em 2010 na mesma pegada de sempre.

Portanto, desejo descanso, alegria, amor, parceria, amizade, ótimas risadas, muito calor humano, boa comida, boa bebida, boa companhia, muito sol, experiências que se transformem em ótimas histórias para contar em 2010 numa roda de amigos, num almoço de família ou ao pé do ouvido da sua pessoa amada.

BOAS FESTAS PARA TODOS NÓS!

ATÉ 2010, MEU POVO!

QUE DEUS ABENÇOE À TODOS! 

Intensidade

Um olhar decidido, daqueles que convida sem receio, um gestual insinuante, sutil, discreto, mas que provoque fantasias, um ombro a mostra, mãos que saibam tocar no lugar certo, que saibam pegar com força na hora exata e usar a delicadeza no momento pedido, vai devagar, mãos que puxam cabelos, que sobem pelo corpo todo, que batem e alisam, uma boca que morde e também assopra, uma boca sem vergonha de percorrer o corpo todo, sem medo de se entregar e engolir o outro, uma boca que beija, que lambuza, que abusa, que invade, que grita e que geme baixinho, que fala besteirinhas no ouvido, uma língua que prove cada pedacinho da pele, que escorregue por todo o percurso, que resolva explorar sem medo de ser feliz, uma língua e uma boca capazes de produzir um hálito gostoso e envolvente, um cheiro todo especial, um cheiro de respiração que pode invadir todos os sentidos, um cheiro de homem, um cheiro de mulher, uma pele que se esfregue e escorregue pela outra pele, que se encha de gotículas de suor e que deixe o outro impregnado de todos esses odores, corpos que se entendem e que conversam sozinhos, que se encaixam, se descobrem, se invadem, se permitem, experimentam sem pudor, corpos ousados e discretamente safados, que se revelam na penumbra, que se misturam e se aventuram nos lençóis, no sofá, no capô, no banco de trás, na areia, na sacada, na escada, no jardim, na praia, na rua, na chuva ou na fazenda, corpos que tremem só de pensar nisso tudo, corpos, corações e mentes que entram em sintonia, se molham, se complementam, se exploram, se esgotam e relaxam, corpos que se arrepiam, que enfraquecem por alguns segundos, que experimentam a “petit mort”, que gozam a vida e o prazer de encontrar a compatibilidade, corpos que podem enfim se manifestar de verdade quando encontram um outro corpo tão safado quanto o seu…é disso que eu tô falando! 

Boas vibrações para todos!

Nem ruim da cabeça, nem doente do pé!

02 de dezembro, Dia Nacional do Samba. Vou aproveitar essa data pra declarar o meu amor e o meu eterno agradecimento ao samba, essa música que me conquistou desde moleque e que me trouxe um extrato da vida cheio de créditos, alguns débitos e um saldo de muitas alegrias. 

No samba aprimorei meu dom de cantar, aprendi a conviver em harmonia com diversos tipos de pessoas, fiz alguns poucos e valiosos amigos, talvez alguns inimigos, aprendi a dar valor a pequenas oportunidades da vida. No samba eu cresci e aprendi as artes do amor,  me encantei por algumas mulheres e também encantei algumas delas, no samba eu conheci o amor da minha vida e o samba se tornou uma amante que sempre esteve no meio das minhas relações amorosas, é verdade, o samba sempre me trouxe alegrias, mas a mistura “minha mulher X o samba” sempre dá confusão. É preciso um bocado de equilíbrio, amor, paixão, sangue frio e boa vontade, das duas partes envolvidas.

No samba eu ganhei e ainda ganho alguns trocados, ganhei reconhencimento e mérito para ser convidado a cantar em muitos lugares, desde biroscas e botecos, até grandes casas de espetáculo e eventos corporativos, graças a Deus é sempre assim. Durante anos participei de uma famosa roda de samba aqui em São Paulo, num lugar histórico chamado Terra Brasil, e ali eu vivi um pedaço razoável da minha vida.  No samba juntei meus trocados, comprei um cafofo pra minha mamãe ficar confortável, paguei minha faculdade de Jornalismo cantando samba e trabalhando por aí. O samba me tirou muitas noites de sono, por vezes me deixou cansado e desiludido, me fez perder o ânimo e a fé em algumas ocasiões, mas também me levou a lugares que jamais eu teria chegado de outras formas. O samba me aproximou e me separou de diversas pessoas, através dele conquistei vitórias e também por causa dele deixei que algumas oportunidades simplesmente fossem embora.

Enfim, o samba é música, e a música às vezes escolhe a gente. Li em algum lugar que há dois tipos de músicos, aqueles que tocam ou cantam até os 25 anos, e aqueles que vão tocar e cantar para sempre, independente do sucesso, da indústria fonográfica, da atividade profissional paralela,  enfim, serão eternamente música. Como já passei da fronteira dos 25 há algum tempo, creio que eu sou do tipo músico forever, meus caminhos, minha formação, minhas crenças, meus anseios e desejos me levam para muitos lugares, me permitem muitas possibilidades, e mesmo sem ter uma idéia exata do destino de cada caminho, me divirto na viagem, pois em minha trilha sonora eu sempre estarei cantando um bom samba! 

Muito obrigado aos que sempre me prestigiam e acompanham nos sambas da vida!

Viva o samba! Axé, meu povo!