Casado também namora?

Essa pérola é do nobre deputado, cantor, forrozeiro e recém casado, Frank Aguiar, o cãozinho dos teclados (au!). Para um forrózinho brega dançante até que vai bem, mas a verdade é que já tem mulher por aí utilizando esse argumento quando o cabra macho resolve se esquivar e manifestar seu estado civil.

Pois é, não adianta vir com conversinha de que está casado, que agora é fiel, que vai ficar de boa, etc. A mulherada não perdoa, mandam logo um “casado també namora”, “burro preso também pasta”, etc, e o sujeito tem que ser bom de cintura para se esquivar dessas cantadas, senão acaba se rendendo mesmo.

A verdade é que os tempos modernos provocaram mudanças no comportamento masculino e feminino. As mulheres hoje em dia, não todas é claro, mas uma parcela significativa, sentem-se muito mais a vontade para declarar suas vontades, para tomar as rédeas das relações amorosas e das conquistas, e muitas vezes acabam adotando atitudes e posturas historicamente masculinas, ou seja, vão pra cima sem dó, jogam na cara, mandam chavecos e insinuações que encurralam o sujeito, por mais que ele esteja disposto a ser fiel ou apenas ficar de boa.  E não venham me dizer que é fácil resistir, tentação é tentação.

A disputa está acirrada, dizem por aí que são 7 mulheres para cada homem.Faz tempo que reclamam da falta deles no mercado, e a parada gay só aumenta seu número a cada ano, portanto, vira uma briga de cachorro grande entre a mulherada para ver quem vai conseguir descolar o seu homem, enfiar embaixo do braço e fugir pra bem longe das outras. Tem que ser ligeira, tem que chegar com jeito, tem que saber conquistar, é quase um vale-tudo. Antigamente era só casar que já estava tudo certo, mas e agora que casado também namora?

Sendo assim, boa sorte, meninas!

A importância de ser fiel*

 

Este é um tema espinhoso de ser tratado, afinal, cada um interpreta a fidelidade de uma forma. Alguns acreditam que a fidelidade à pessoa amada te que ser 100%, jamais um papinho bobo no msn, nada de atender ligações de “amiguinhos”, e se puder ficar fora do mundo virtual, como orkut e afins, melhor ainda. Outros já pensam duas vezes quando questionados se determinada atitude vale ou não como traição. Independente das opiniões, o que sei é que dá muito trabalho ser infiel.

O homem ou a mulher que resolve pular a cerca, ou mesmo conviver com vários casinhos ao mesmo tempo, está sempre pisando em ovos. Nunca sabe quando pode ou não atender um celular, quando deve simplesmente pegar uma gripe e sumir por uns dias, não sabe se alguém o viu por aí de mão dadas ou tomando um choppinho num bar escondido, se um detetive picareta está no seu encalço. A infidelidade requer muita habilidade, é um negócio de alto risco somente comparado aos investimentos na bolsa e aos esportes radicais, ou seja, é sempre iminente a possibilidade de grandes perdas, um tombo, um flagra, um vexame e, na pior das hipóteses, de um crime passional. Quer correr o risco?

Já os fiéis, não aqueles da igreja, mas os amantes, estes levam a vida de forma muito mais tranqüila, o celular pode tocar a qualquer momento, o coração nunca dispara pelo medo de ser surpreendido em atos suspeitos, o final de semana às vezes é um saco, somente no sofá, mas às vezes também rola uma praia, um sítio ou uma ótima balada, sempre na mesma companhia, com o território demarcado, coração ocupado, além de toda a cumplicidade que só o tempo de convivência pode trazer.

Ser fiel pode lhe poupar muitas dores de cabeça, desgastes desnecessários, despesas extras e mágoas que às vezes duram para todo o sempre. Ter um compromisso, escolher ficar com uma só pessoa, não tem que ser imposição, é uma escolha, cada um deve saber seu momento, mas se você prefere os esportes radicais, do tipo, salto com vara de galho em galho, é melhor ficar solteiro.

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*O título é original da peça homônima do escritor Oscar Wilde.

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Boas Vibrações para todos!

Receitas pra fazer amor

Para fazer amor de verdade basta um dia como hoje. A chuva lá fora, a sessão da tarde rolando, um cobertor de orelha, uma trilha sonora do seu gosto, um sofá bagunçado ou uma cama gostosa, um monte de almofadas, travesseiros, edredons, talvez uma vela ali no canto, talvez a meia luz, um vinho, um pedaço de pizza de ontem, um moleton velho e o corpo quente por baixo.

Para fazer amor de verdade basta aquela pessoa com quem você se sente leve, aquela que te conhece, que sabe te tocar de um jeito todo especial, que te beija e faz você tremer, fechar os olhos e viajar, te faz derramar uma única lágrima de prazer ali no canto do olho, te provoca do jeito certo e te faz dizer coisas indizíveis, aquela que te leva para outros planos da vida, numa viagem que estremece o corpo, suga e revigora suas energias. 

Para fazer amor de verdade basta um pouco de sorte e sintonia para que essa pessoa tão especial possa estar logo aí, do seu lado, sorte para que ela seja a tal pessoa certa, como já falamos aqui, ou ao menos a pessoa certa para que esse amor seja bem feito, enfim, você é quem sabe.

O amor entre os corpos, aquele de verdade, é mais ou menos assim que se faz, se for muito diferente disso já é apenas sexo, que é sempre tuuudo de bom, mas é outra coisa, portanto, sobre sexo e lazer falaremos em outra ocasião, pois eu ainda preciso aproveitar esse dia chuvoso.

Boas vibrações para todos!

foto:Pamela Machado