A felicidade realista

Recebi o texto abaixo por e-mail, já faz algum tempo, mas resolvi compartilhar com vocês. Agradeço a amiga e leitora Carol Alcala. 

Por Martha Medeiros 

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre, queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados e irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema, queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa 5 estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor…Não basta termos alguém com quem conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno, queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, jantar a luz de velas de segunda à domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão, simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode, ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, ser feliz com uns romances ocasionais, ser feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor próprio.

Já o dinheiro é uma benção. Quem tem precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo, e não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, com um pouco de humor, de fé  e doses de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo, onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.

Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples. Você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietudes no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, um monte de outras coisas, mas não felicidade.

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2 comentários sobre “A felicidade realista

  1. Será que a amiga e leitora Carol sou eu? rs… Porque eu sempre me identifico com o sobrenome quando falo com você, né? rs…
    Mas, mesmo se não for… AMO AMO AMO o seu BLOG…
    Beijo Sall…

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